Juventude Negra, protagonista contemporâneo

      Existe uma juventude negra? As condições de vida e as implicações são homogêneas?
A resposta imediata é não. Ser jovem e negro é compor um mosaico de condições, oportunidades e situações. Daí surge essa necessidade de se falar de juventude, como muitos documentos de pesquisas e estudos vêem tratando a partir da década de 90. Por isso nós como coletivos de jovens negros temos que buscar mecanismos que estejam de acordo com a nossa realidade, que apresentem nossas necessidades, demandas e com isso traçar uma história diferente das expressões juvenis anteriores.
De acordo com algumas pesquisas realizadas não existe somente uma juventude, mas sim várias definidas e caracterizadas de acordo com diferentes situações, vivências, atividades e comportamentos socioculturais. Neste sentido vem aumentando o número de estudos que orientam grupos específicos de jovens. Mesmo assim o senso comum ainda codifica ou diz que somos homogêneos, não valorizando nossas particularidades.
Quando na realidade sabemos que o jovem negro vive em uma total ou parcial segregação racial, somos as maiores vítimas de violência, estamos excluídos das políticas públicas e esferas do poder. Mesmo reconhecendo os avanços dos últimos anos, ainda temos muito que fazer.
    É comum os jovens negros sofrerem de uma baixa auto-estima e não aceitação da sua identidade racial ou negritude. Somos confundidos até hoje como jovens marginais e criminosos. Nas ruas e nos faróis as pessoas estão acostumadas a nos ver com normalidade, mas nas universidades somos ainda tratados e vistos com estranheza e jamais como seres humanos e estudantes.
     A música juvenil, ou seja, o Rap, o movimento Hip Hop tem um papel fundamental neste processo de afirmação, valorização do jovem negro e morador da periferia na transformação do mesmo como um todo.
Nós jovens e jovens negros temos um papel importantíssimo na transformação política deste país, temos nossas particularidades que devem ser respeitadas e valorizadas pelos outros e por nós mesmos, porque só assim conseguiremos caminhar juntos e conquistar os espaços que são nossos de direito.

1 comentários: (+add yours?)

tati disse...

bacana! Gostei muito do seu comentário. Acredito que é preciso reivindicar e gritar mesmo pra ver se a coisa muda!!!

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